É bastante comum, ao longo da vida profissional, trabalhar em diferentes cidades e até estados — seja em Serra Talhada, no Recife ou em qualquer outro ponto do país. A boa notícia é que isso não representa perda de direitos previdenciários.
Diferente de alguns regimes previdenciários próprios de servidores públicos municipais ou estaduais, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), administrado pelo INSS, é único em todo o território nacional. Isso significa que todas as contribuições feitas em qualquer cidade ou estado do Brasil são somadas automaticamente para fins de aposentadoria e demais benefícios.
O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), acessível pelo aplicativo ou site Meu INSS, reúne o histórico de todos os vínculos empregatícios e contribuições do segurado, independentemente da cidade ou estado onde ocorreram. É nesse extrato que se pode conferir se todos os períodos de trabalho estão corretamente registrados.
É comum que vínculos antigos, especialmente de pequenas empresas que já encerraram atividades, não apareçam corretamente no CNIS. Nesses casos, o trabalhador pode solicitar a atualização do cadastro apresentando carteira de trabalho física, contracheques, ou outros documentos que comprovem o vínculo faltante.
Atenção especial deve ser dada a quem trabalhou tanto na iniciativa privada (vinculada ao INSS) quanto em cargos públicos vinculados a regimes próprios de previdência (de prefeituras ou estados, por exemplo) — nesses casos, pode ser necessário fazer a contagem recíproca entre os sistemas, que segue regras próprias e exige certidões específicas de tempo de contribuição.
Reunir e conferir o histórico completo de vínculos, especialmente para quem teve uma trajetória profissional em várias cidades, é um passo importante antes de pedir a aposentadoria, e contar com orientação jurídica especializada ajuda a identificar lacunas no CNIS a tempo de corrigi-las.