O trabalho por aplicativos de transporte e entrega cresceu muito nos últimos anos, inclusive em cidades do interior como Serra Talhada. Mas, sem carteira assinada, muitos motoristas e entregadores ficam sem saber como garantir a própria aposentadoria.
Motoristas e entregadores de aplicativo geralmente são considerados trabalhadores autônomos perante o INSS, e não empregados — o vínculo é com a plataforma, não com uma relação de emprego tradicional. Isso significa que, sem contribuição própria, esse período de trabalho não conta automaticamente para nenhum benefício previdenciário.
O caminho mais comum é a inscrição como contribuinte individual no INSS, com recolhimento mensal do próprio bolso (por carnê ou débito automático), com alíquotas que variam conforme o plano de contribuição escolhido. Também é possível, em alguns casos, contribuir como MEI, se a atividade se enquadrar nas regras desse regime.
Contribuindo regularmente, o motorista ou entregador autônomo passa a ter direito aos mesmos benefícios de qualquer segurado: aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição, auxílio-doença em caso de acidente ou problema de saúde, salário-maternidade (para mulheres) e pensão por morte para os dependentes.
Quem trabalhou anos por aplicativo sem nunca ter contribuído corre o risco de não ter esse período reconhecido para fins de aposentadoria — diferente de vínculos empregatícios formais, não existe como "provar" contribuição que nunca foi recolhida. Por isso, regularizar a situação o quanto antes é o único caminho para não perder esse tempo de trabalho.
Avaliar qual plano de contribuição faz mais sentido, considerando a renda e o histórico de trabalho de cada pessoa, é uma análise que se beneficia de orientação jurídica especializada em direito previdenciário.